Equipe cruz-maltina está há 40 rodadas na zona de classificação para a Libertadores, sete a menos do que mineiros em 2003/2004
(Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
Foram 11 anos sem disputar o título do Campeonato Brasileiro. Mas no
ano passado, o Vasco voltou a se firmar como um dos principais
candidatos à taça e tomou gosto por isso. A equipe está há 40 rodadas
consecutivas entre os quatro primeiros colocados da competição, que é a
zona de classificação para a Libertadores. A contagem, que leva em
consideração a temporada de 2011, pode ser ainda mais significativa. O
time comandado por Cristóvão Borges pode igualar o feito do Cruzeiro,
que de 2003 a 2004 ficou 47 rodadas no G-4 do Brasileirão.
O Vasco entrou no G-4 na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro do ano
passado, quando venceu por 2 a 0 o Santos em São Januário. E não saiu
mais. A equipe terminou a última edição da competição em segundo lugar e
na última quarta-feira chegou a ficar na liderança isolada ao vencer
por 2 a 0 o Sport na Ilha do Retiro.
Desde que passou a ocupar o G-4 no ano passado até a última
quarta-feira, o Vasco somou 76 pontos (42 de 2011 e 34 deste ano). Mas
se forem levadas em consideração 38 rodadas – que correspondem a um
Brasileirão inteiro – foram 72 pontos conquistados. Como curiosidade, o
Corinthians foi campeão brasileiro no ano passado com 71 pontos. A
equipe cruz-maltina ficou em segundo, com 69.
Capitão do Vasco, Juninho Pernambucano atribui a estabilidade do Vasco a
diversos fatores, entre eles a manutenção de uma base de jogadores
experientes que, mesmo com a recente saída de alguns nomes, ajudou
manter a sustentação do grupo. Além disso, destacou a nova filosofia de
um clube que passou uma década longe da elite do futebol brasileiro.
- Existe uma mentalidade de time vencedor. O Vasco talvez tenha passado
um bom tempo com problemas e agora pode ter encontrado um caminho de
vitórias. Mas é preciso manter os pés no chão, porque no futebol tudo
muda muito rapidamente. Mais difícil do que chegar é manter o nível -
alertou Juninho.
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